Viagens pedagógicas ou passeios da escola?

Educandos pelo mundo 

 

Educar é guiar. Duc é uma palavra latina que significa conduzir, levar. O duto é uma passagem. O condutor é quem leva. Todo educador é, portanto, cicerone. Ele esteve lá antes ou sabe o caminho, ou tem experiências acumuladas que lhe permitem descobrir atalhos. O mestre, a rigor, é um guia e um professor.

Quando uma escola, portanto, sugere uma viagem de estudo do meio, jamais a atividade deve ser encarada como um mero passeio de entretenimento. Não que uma escola não possa realizar passeios. É lógico que pode. Mas, a rigor, quando os educadores organizam uma saída de estudo de campo, houve um planejamento acurado para satisfazer necessidades pedagógicas e não apenas de mera diversão.

Viagens pedagógicas nasceram nas escolas para sedimentar conhecimentos que foram trabalhados em sala de aula, mas que podem ser aprofundados in loco, a partir de experiências de observação e interação com o meio. O aluno, nessa hora, é protagonista das suas descobertas porque ele mantem contato não só com o ambiente, mas com a gente do lugar e com quaisquer manifestações artísticas, culturais, religiosas e com os costumes do local visitado.  A viagem pedagógica deve ser encarada como uma metodologia ativa e o aluno deve ser estimulado estabelecer a próprias reflexões sobre o lugar que conhece.

Estudos do meio foram criados com a mesma intenção que os laboratórios de física, química e biologia. Isto é, para prover experiências relevantes. O aprendiz deve manter contato com as teorias mas também com as práticas.  Deve se relacionar com o seu objeto de estudo e extrair desse envolvimento conhecimentos significativos para a sua vida. Por isso, viagens pedagógicas devem ser planejadas com critério e profundidade. Não são passeios. Há diversão, amizade e entretenimento, mas o principal foco de uma viagem pedagógica é sempre a aprendizagem.

Por tudo isso, é essencial que os educadores realizem um acurado planejamento da viagem, que seja relacionada ao que os alunos estejam estudando no período, que tenha um viés interdisciplinar e que os estimule a serem ativos antes, durante e depois da viagem. Ha diversas metodologias que podem e devem ser utilizadas para favorecer esse engajamento desejado de alunos e educadores em uma viagem pedagógica.

 

Sobre o Autor

Max Franco
Formado em Letras, é professor de Língua Portuguesa, língua Italiana, Literatura, Redação e Storytelling, além de Guia de Turismo. É pós-graduado em Inovação em educação e mestre em Gestão de negócios. Max Franco trabalha com educação faz 30 anos, tendo experiência internacional e em escolas e faculdades de São Paulo e Fortaleza. É autor de 7 livros, entre eles “Storytelling e suas aplicações no mundo dos negócios”, lançado pela Editora Atlas em 2015. É consultor de diversas Empresas de consultorias em São Paulo e Rio de janeiro, trabalhando sempre com o tema Storytelling. Max Franco acumula experiências de ministrar treinamentos empresas de marcas de renome nacional: Globosat, Estadão, Mauricio de Sousa Produções, Universidade corporativa Ernst Young (EYU), Inova Business School, Instituto brasileiro de formação de educadores, entre outras. Atualmente, é, também, coordenador do curso de Pós-graduação em Metodologias ativas do IBFE, além de palestrante indicado por consultorias de todo o Brasil. Livros escritos - Na corda bamba, romance, 2007; - O confessor, romance, 2008; - No fio da navalha, romance, 2009; - Palavras aladas, 2011 (Prêmio Milton Dias de melhor livro de crônicas de 2010 – Secult CE); - Palavras amargas, (Prêmio Oliveira Paiva de melhor livro de contos- SME Fortaleza); - Storytelling e suas aplicações no mundo dos negócios, Editora Atlas, 2015; - A jornada do aprendiz: storytelling e metodologias ativas, Unità Editora, 2018. - Inovação em sala de aula (Coautor), Unità Editora, 2018.

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