A Educação nos países do norte (ou com E maiúscula)

Não quero acirrar o nosso suposto “Complexo de vira-lata”, mas apenas identificar algumas estratégias que estão transformando a Finlândia no país de melhor Educação em todo o planeta. Quem sabe, podemos aprender algo com eles.

– A reforma da educação realizada na década de 60 causou uma revolução não só entre os estudantes, mas em toda a sociedade finlandesa. Estamos falando de uma nação muito nova. Só há mais ou menos 100 anos se libertou da Rússia. Um país que passa meio ano no frio e na escuridão. Que não tem grandes recursos naturais nem terras férteis. Foi aí que eles se deram conta de que só o knowhow poderia lhes prover algum futuro. E que futuro! Até para os altos níveis de qualidade de vida da Europa, a Finlândia está muito bem!

– Até os sete anos, os garotos não vão para a escola. Eles vão para uma espécie de creche, onde o foco é brincar e “formar para vida”. A criança vai prender a se virar sozinha e a se tornar mais independente. Aprende, inclusive, a comer de forma correta, a se vestir, a cumprir algumas tarefas da casa. A única obrigação “acadêmica” a rigor desta fase é dominar a leitura e a escrita.

– Dado interessante: sabe o que acontece se o garotinho inventar de ser algo desobediente ou esboçar algum comportamento indisciplinado? Castigo! Eles aplicam castigos “psicológicos”. Há uma “cadeira da reflexão”, onde ele deverá ficar sentado por um bom tempo para pensar no ato que cometeu. Se algum educador brasileiro ao menos ousasse a propor algo parecido, ele seria esquartejado em praça pública e as suas partes seriam salgadas e penduradas em diversos postes da cidade para servir de exemplo para os demais.

– Paraíso de professor: Estive hospedado num hotel onde estavam várias delegações de adolescentes de diversas partes do mundo. Mal daria para perceber as crianças escandinavas. Elas não gritam. Não depredam nada. Não riscam paredes. Todos quando chegam ao café da manhã se dirigem à mesa do professor e o cumprimentam. Quando ele se levanta para sair, eles saem juntos sem precisar de alertas.
No mesmo hotel, havia brasileiros e indianos. Devo dizer que eles agiam de forma tanto diferente e acho que o leitor acreditaria.

– Se o brasileiro é a criança do mundo, que, em todo lugar, suja, grita, pula, corre e esperneia, imagine a criança brasileira!

Sobre o Autor

Max Franco
Formado em Letras, é professor de Língua Portuguesa, língua Italiana, Literatura, Redação e Storytelling, além de Guia de Turismo. É pós-graduado em Inovação em educação e mestre em Gestão de negócios. Max Franco trabalha com educação faz 30 anos, tendo experiência internacional e em escolas e faculdades de São Paulo e Fortaleza. É autor de 7 livros, entre eles “Storytelling e suas aplicações no mundo dos negócios”, lançado pela Editora Atlas em 2015. É consultor de diversas Empresas de consultorias em São Paulo e Rio de janeiro, trabalhando sempre com o tema Storytelling. Max Franco acumula experiências de ministrar treinamentos empresas de marcas de renome nacional: Globosat, Estadão, Mauricio de Sousa Produções, Universidade corporativa Ernst Young (EYU), Inova Business School, Instituto brasileiro de formação de educadores, entre outras. Atualmente, é, também, coordenador do curso de Pós-graduação em Metodologias ativas do IBFE, além de palestrante indicado por consultorias de todo o Brasil. Livros escritos - Na corda bamba, romance, 2007; - O confessor, romance, 2008; - No fio da navalha, romance, 2009; - Palavras aladas, 2011 (Prêmio Milton Dias de melhor livro de crônicas de 2010 – Secult CE); - Palavras amargas, (Prêmio Oliveira Paiva de melhor livro de contos- SME Fortaleza); - Storytelling e suas aplicações no mundo dos negócios, Editora Atlas, 2015; - A jornada do aprendiz: storytelling e metodologias ativas, Unità Editora, 2018. - Inovação em sala de aula (Coautor), Unità Editora, 2018.

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